O ‘roubo’ A Água, O Sol E A Terra

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Os índios wixárikas denunciam que lhes roubaram o sol. Os índios yaquis, mais ao norte, dizem que o que eles roubam é a água. E, ao sul, os maias lutam pelo que lhes permitam tirar proveito de tuas terras e de suas abelhas sem que ninguém se contamine. São apenas três exemplos do que se passa no multicultural México, em que convivem, nem sempre com facilidade, quinze milhões de indígenas, distribuídos em sessenta e dois grupos étnicos. Em diversos casos, esses descendentes dos primeiros povoadores não são mais do que um estorvo pros interesses políticos e empresariais que lhes rodeiam.

Outros, contudo, criticam o que eles são os que realizam um exercício interessado de seus direitos históricos, sem atender ao bem comum. Cemda, Úrsula Garzón. “”Nos caiu como um manto de água acima no momento em que aprendemos”, incide com pena e raiva wixárika Santos, que adverte: “Manteremos a luta de nosso público”. Mais duro ainda é o caso dos yaquis, da tribo maldita do México. 85% de seus integrantes vivem pela pobreza.

A última luta de seu público deve observar com a água. O Governo de Sonora, decidiu fazer um desvio de água, no chamado Aqueduto Independência, que, de acordo com os yaquis, lhes pertence. A realidade é complexa, porque aquele decreto fala da metade da logo única barragem existente e, hoje, há imediatamente 3. Cemda. O envio tire entre trinta e sessenta milhões de metros cúbicos anuais. Para complicar mais a situação, os donos desta grande quantidade de água passam sede. A maioria dos povos yaquis inexistência de tubulações para conduzir água às famílias e a pouca água que bebem provém de poços em muitos casos contaminados.

As autoridades políticas lhes prometeram fazer obras, entretanto não se concretizou. Alguns estudos sustentam que essa falta de água está afetando a tribo em graves dúvidas de saúde e no retrocesso de suas culturas. Os yaquis, como outros povos indígenas, têm reconhecido no México a aplicação de suas próprias leis dentro do grupo tribal.

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Por um caso de segurança rodoviária, um cidadão yaqui foi condenado pelo Governador da tribo pra ser amarrado a um pau durante dois dias. O torturado apresentou uma denúncia à polícia estadual e decidiu “curiosamente parar os 2 porta-vozes que estavam paralisando o aqueduto”, denuncia Úrsula Garzón. Referências da investigação policial e judiciária negam estes pretextos. Por sua parcela, o responsável pela águas de Cascais, René Lua, contradiz todas as acusações.

Lua concorda que se trata de uma disputa histórica dos yaquis pelo decreto de Cárdenas que “nada necessita visualizar com esse caso” e acredita que “o protesto tem um cunho político”. Algumas referências do Ministério do Ecossistema sobressaem mesmo que “são os yaquis os que vendem a água para as indústrias”, desmontando o argumento de que os indígenas passam sede e se lhes cristalizam os cultivos.

Lua, no tempo em que Tomás Vermelho, o fugitivo porta-voz da tribo, diz que foi “debatido com os mais velhos e eles dizem que apliquemos a lei yaqui”. Há não várias décadas, isto equivalia a uma declaração de luta contra os que tentavam entrar no seu ambiente. No Yucatán, o caso está referente com a terra, a agricultura.

Ali os maias estão sendo prejudicados com as plantações de transgênicos dos campos adjacentes. Os indígenas, que praticam desde os tempos pré-hispânicos da apicultura, se encontraram com que o visto concedido pelo Governo de plantações transgênicas de soja lhes vetaba tuas lucrativas exportações para a Europa. Cemda. Um juiz deu amparo às reclamações dos apicultores maias contra o gigante dos transgênicos Monsanto por, entre outras coisas, “não ter havido consulta por parte do Governo aos grupos indígenas”.

A vitória nesse humilde grupo de camponeses indígenas frente a um gigante empresarial foi considerada “histórica” por grupos de defesas de direitos civis. A menção do juiz à ausência de consulta é pros indígenas uma essencial jurisprudência. O Universo tem tentado, sem sucesso, expressar com a Comissão Nacional dos Povos Indígenas do México, montada para proteger e construir a estes grupos.

No México existem 62 povos indígenas, com uma população aproximada de quinze milhões de habitantes. Em termos percentuais, isso representa quase 13% da população. Segundo a Comissão Nacional pro Desenvolvimento dos Povos Indígenas (CDI), “os descendentes dos povos pré-hispânicos ocupam quase 20% do território”. Desde 1992, o México reconheceu como uma nação pluricultural e, em 2001, a reforma constitucional levou à aceitação de direitos dos povos indígenas.

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